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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Como tudo começou...

Hoje, em meio a minha terrível crise de TPM... É horrível porque a sensação que tenho é que estou num beco sem saída. Tanto choro que eu nem sei de onde sai. Ainda bem que passa!

Continuando... Lembrei-me, no meio de tudo, como comecei a minha prática. Não me lembro exatamente bem porque precisaria da minha apresentadora para colaborar com alguma coisa. Afinal, já passaram 13 anos.

Estava eu com meus 17 para 18 anos. Aluna do Colégio Pedro II no Rio de Janeiro. Minha colega de classe, Jussara Uwaide, falou algo sobre o budismo. Eu logo me interessei. Comecei a fazer muitas perguntas. Então, fui à uma reunião. Acredito que tenha sido a primeira. Misticamente, ela aconteceu bem perto de onde moro hoje. Um apartamento muito grande... Muita gente mesmo. Lembro-me que fiquei até em pé. As pessoas realizaram o Gongyo da manhã e depois ressoou a onda do daimoku.

Aquela energia foi muito forte para mim. Invadiu o meu corpo, o meu coração. Foi uma emoção muito forte! Daí pensei naquele momento: "Eu nunca mais serei outra coisa que não for budista!" Iniciei uma luta muito grande. Entregava jornais. Morava no Lins e praticava no Centro com a maior disposição. Aprendi a realizar o Gongyo da manhã e da noite com a Jussara e a Dona Tizuko, sua mãe. Elas sempre me acolhiam sempre com muito carinho e alegria. Na época era bem difícil. Cinco orações de manhã e três à noite. Enfim, consegui. E, em 30 de julho de 1999, eu recebi o Gohonzon no Centro Cultural. Em 2000, iniciei a luta do grupo de tradutoras Arco-Íris.

Mas, para ser budista é preciso ter muita coragem. Então as maldades começaram a surgir. Em 2001, por motivos sérios, tive que deixar a casa da minha mãe. Quando fui para a casa da minha avó não tive a permissão de consagrar o meu Gohonzon, pois ela era católica. Nâo tive forças para continuar e fui deixando de praticar aos poucos, afastando-me.

Em 2004 saio da casa da minha avó e venho morar no Centro. Reconsagrei o Gohonzon, mas já me encontrava muito afastada da prática da fé. Um dia, me desfiz de tudo: oratório, acessórios, livros do Presidente Ikeda. Achava que aquilo não fazia sentido. Entretanto, enrolei o Gohonzon e o deixava guardado. Pensava em devolver, mas os dias iam passando. Minha apresentadora me chamava para várias reuniões, mas não tinha interesse em nenhuma. Estava ali no meu Estado de Tranquilidade... Isso foi até quase o fim de 2009.

Durante esta época tive muita alegria devido a boa sorte acumulada com a prática. Também experimentei momentos de escuridão absoluta como a depressão, a tentativa de suicídio... Bem, a ficha não tinha caído.

Até que, em 2009, tive uma perda amorosa muito difícil, fiquei desempregada. Voltei para a terapia, mas  sabia que não era aquilo que faltava. Comecei a procurar o meu lado místico. Mas, não voltei logo ao budismo. Visitei casas esotéricas, umbanda, kardecismo... Nada me preenchia, mas nem me lembrava de Gohonzon.

Em novembro de 2009 recebi um telefonema. O líder do bloco ao qual me alocava. Um bloco diferente daquele que praticara. Não eram mais tantas orações. Enfim, tudo novo. Abracei aquela oportunidade como a minha própria vida. Senti que ali era o meu renascimento. Eu havia jurado a mim mesma que nunca seria outra coisa que não budista! Ao escrever isso, as lágrimas estão vertendo dos olhos...

No dia 23 de dezembro de 2009, eu renasço para a prática. Estou muito feliz! Consegui voltar ao Arco-Íris, sou líder da DFJ do meu bloco. O meu bloco já é monarca e oro para ter um chakubuku até o final deste ano. Quero recuperar o que perdi na época que me afastei, mas nada é por acaso.

As maldades não deixaram de pegar no pé, não. Mas, agora eu tenho gravado no meu coração que é vitória ou derrota. Agradeço aos companheiros de organização vertical e horizontal. Agradeço por ter encontrado a prática que me faz evoluir como ser humano e servir aos outros a cada dia. Muito obrigada, Sensei!

Agora é realizar o Gongyo da noite. Boa sorte!

2 comentários:

  1. A Jussara é quem apresentou o Budismo prá vc??!! Adoro esta garota, sempre falo que sou a tia dela, afinal somos parecidas.

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  2. A gente nunca se afasta de Buda, não é, Eloah? O problema é que a cabeça agita e a poeira levanta, e aí fica tudo nublado... Beijo!

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