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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Você deixa aparecer suas cores verdadeiras?

Existem canções que nos emocionam, não? O interessante que a música comunica de maneira tão forte que, muitas vezes, nem precisamos entender o que é dito. Mas, quando temos a oportunidade de compreendê-la é maravilhoso. 

Esta canção True Colors se encaixa muito bem neste caso. Ela dialoga com alguém que está triste, oferece ajuda e estimula a sair da escuridão para enxergar as suas próprias cores.

Ao entender a música, relaciono que esta escuridão é a nossa escuridão fundamental. Aquela que nos encontramos quando nos afastamos da prática da fé ou ainda quando não tivemos a boa sorte de encontrar o budismo. Ao recitar o Nam.-Myoho- Rengue- Kyo, revelamos as verdadeiras cores da nossa existência, o nosso estado de Buda.

Quem encontra esta maravilhosa filosofia, pode ajudar a outros revelarem o seu arco-íris!

Hoje o dia foi cheio: daimoku e reunião para líderes. Boa Sorte!

Deixo esta passagem do Gosho



É extremamente raro nascer como ser humano. Não somente o senhor está dotado de vida humana, como possui a rara sorte de encontrar o budismo. Além disso, dentre os muitos ensinos do buda, o senhor encontrou o Daimoku do Sutra de Lótus e tornou-se o seu devoto. Na verdade, o senhor serviu a dezenas de bilhões de budas em suas existências passadas!
(Carta a Jakuniti-bo, END, vol. I, pág. 145.)
 


True Colors






You with the sad eyes
Don't be discouraged
Oh I realize
It's hard to take courage
In a world full of people
You can lose sight of it all
And the darkness inside you
Can make you feel so small

But I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

Show me a smile then,
Don't be unhappy, can't remember
When I last saw you laughing
If this world makes you crazy
And you've taken all you can bear
You call me up
Because you know I'll be there

And I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

I can't remember
When I last saw you laughing
If this world makes you crazy
And you've taken all you can bear
You call me up
Because you know I'll be there

And I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors, true colors
True colors are shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

Cores ReaisCyndi Lauper 

com olhos tristes,Não fique desanimada.
Oh, eu sei,
É difícil criar coragem,
Num mundo cheio de pessoas
Você pode perder tudo de vista,
E a escuridão dentro de você
Pode te fazer sentir tão insignificante...

Mas eu vejo suas cores reais
Brilhando por dentro.
Eu vejo suas cores reais
E é por isso que eu te amo.
Então não tenha medo de deixá-las aparecerem,
Suas cores reais.
Cores reais são lindas como um arco-íris.

Mostre-me um sorriso então,
Não fique infeliz,
Não me lembro
Quando foi a última vez que vi você rindo.
Se este mundo te deixa louca
E você aguentou tudo que consegue tolerar,
Me chame,
Porque você sabe que estarei lá...

E eu verei suas cores reais
Brilhando por dentro.
Eu vejo suas cores reais
E é por isso que eu te amo.
Então não tenha medo de deixá-las aparecerem,
Suas cores reais.
Cores reais são lindas
como um arco-íris...

Não me lembro
A última vez que vi você
Se este mundo te deixa louca
E você deu tudo o que você pode suportar
Você me chama
Porque você sabe que eu estarei lá

E eu verei suas cores reais
Brilhando por dentro
Eu vejo suas cores reais
E é por isso que eu te amo
Então não tenha medo de deixá-las aparecerem,
Suas cores reais, cores reias
Cores reais estão brilhando através de você
Eu verei suas cores reais
Brilhando por dentro.
Eu vejo suas cores reais
E é por isso que eu te amo.
Então não tenha medo de deixá-las aparecerem,
Suas cores reais.
Cores reais são lindas
Como um arco-íris...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Como tudo começou...

Hoje, em meio a minha terrível crise de TPM... É horrível porque a sensação que tenho é que estou num beco sem saída. Tanto choro que eu nem sei de onde sai. Ainda bem que passa!

Continuando... Lembrei-me, no meio de tudo, como comecei a minha prática. Não me lembro exatamente bem porque precisaria da minha apresentadora para colaborar com alguma coisa. Afinal, já passaram 13 anos.

Estava eu com meus 17 para 18 anos. Aluna do Colégio Pedro II no Rio de Janeiro. Minha colega de classe, Jussara Uwaide, falou algo sobre o budismo. Eu logo me interessei. Comecei a fazer muitas perguntas. Então, fui à uma reunião. Acredito que tenha sido a primeira. Misticamente, ela aconteceu bem perto de onde moro hoje. Um apartamento muito grande... Muita gente mesmo. Lembro-me que fiquei até em pé. As pessoas realizaram o Gongyo da manhã e depois ressoou a onda do daimoku.

Aquela energia foi muito forte para mim. Invadiu o meu corpo, o meu coração. Foi uma emoção muito forte! Daí pensei naquele momento: "Eu nunca mais serei outra coisa que não for budista!" Iniciei uma luta muito grande. Entregava jornais. Morava no Lins e praticava no Centro com a maior disposição. Aprendi a realizar o Gongyo da manhã e da noite com a Jussara e a Dona Tizuko, sua mãe. Elas sempre me acolhiam sempre com muito carinho e alegria. Na época era bem difícil. Cinco orações de manhã e três à noite. Enfim, consegui. E, em 30 de julho de 1999, eu recebi o Gohonzon no Centro Cultural. Em 2000, iniciei a luta do grupo de tradutoras Arco-Íris.

Mas, para ser budista é preciso ter muita coragem. Então as maldades começaram a surgir. Em 2001, por motivos sérios, tive que deixar a casa da minha mãe. Quando fui para a casa da minha avó não tive a permissão de consagrar o meu Gohonzon, pois ela era católica. Nâo tive forças para continuar e fui deixando de praticar aos poucos, afastando-me.

Em 2004 saio da casa da minha avó e venho morar no Centro. Reconsagrei o Gohonzon, mas já me encontrava muito afastada da prática da fé. Um dia, me desfiz de tudo: oratório, acessórios, livros do Presidente Ikeda. Achava que aquilo não fazia sentido. Entretanto, enrolei o Gohonzon e o deixava guardado. Pensava em devolver, mas os dias iam passando. Minha apresentadora me chamava para várias reuniões, mas não tinha interesse em nenhuma. Estava ali no meu Estado de Tranquilidade... Isso foi até quase o fim de 2009.

Durante esta época tive muita alegria devido a boa sorte acumulada com a prática. Também experimentei momentos de escuridão absoluta como a depressão, a tentativa de suicídio... Bem, a ficha não tinha caído.

Até que, em 2009, tive uma perda amorosa muito difícil, fiquei desempregada. Voltei para a terapia, mas  sabia que não era aquilo que faltava. Comecei a procurar o meu lado místico. Mas, não voltei logo ao budismo. Visitei casas esotéricas, umbanda, kardecismo... Nada me preenchia, mas nem me lembrava de Gohonzon.

Em novembro de 2009 recebi um telefonema. O líder do bloco ao qual me alocava. Um bloco diferente daquele que praticara. Não eram mais tantas orações. Enfim, tudo novo. Abracei aquela oportunidade como a minha própria vida. Senti que ali era o meu renascimento. Eu havia jurado a mim mesma que nunca seria outra coisa que não budista! Ao escrever isso, as lágrimas estão vertendo dos olhos...

No dia 23 de dezembro de 2009, eu renasço para a prática. Estou muito feliz! Consegui voltar ao Arco-Íris, sou líder da DFJ do meu bloco. O meu bloco já é monarca e oro para ter um chakubuku até o final deste ano. Quero recuperar o que perdi na época que me afastei, mas nada é por acaso.

As maldades não deixaram de pegar no pé, não. Mas, agora eu tenho gravado no meu coração que é vitória ou derrota. Agradeço aos companheiros de organização vertical e horizontal. Agradeço por ter encontrado a prática que me faz evoluir como ser humano e servir aos outros a cada dia. Muito obrigada, Sensei!

Agora é realizar o Gongyo da noite. Boa sorte!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Seja!

Hoje, pela manhã, escutei o seguinte poema de Pablo Neruda pelo maravilhoso Juca de Oliveira na Band News:






Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,

Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas


Pablo Neruda
Pensei no seguinte trecho do discurso do Presidente Ikeda  quando da sua nomeação como Professor Honorário da Universidade de Tsinghua (China) que li no Brasil Seykio (BS2044) do dia 17 de julho de 2010:"Se estiverem trabalhando num local extremamente difícil ou que está longe do ideal que imaginaram, o importante é sua atitude e o que decidem fazer com relação à situação. Por favor, tenham a disposição de servir aos outros e de contribuir para a sociedade. Se nunca passarem por nenhum sofrimento nem dificuldade, vocês não conseguirão compreender nem sentir empatia pelos sofrimentos ou dificuldades dos outros. Essa é uma regra imutável da vida."Ainda que neste momento eu me encontre naquela situação que não é o meu ideal, tenho de me esforçar ao MÁXIMO para servir aos outros. Acredito que muito mais que qualquer desejo mundano, temos de ser úteis aos outros, compreendê-los, ajudá-los. Esta é, sem dúvida, a tarefa mais difícil de todas. Espero poder conseguir um pouquinho nesta existência. Agradeço ao querido Mestre pelo incentivo e a sorte de ter escutado esta bela poesia de Neruda. Hoje foram 1h40 de daimoku! Assim vou transformando... Boa Sorte!